Mosquitolândia - David Arnold

Por: Andresa Rocha sábado, junho 18, 2016

Título: Mosquitolândia
Título Original: Mosquitoland
Autora: David Arnold
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 350
Ano: 2015
Gênero: Literatura Juvenil (Young Adult)
Avaliação: ☁ ☁ ☁
Sinopse: “Meu nome é Mary Iris Malone, e eu não estou nada bem.” Após o inesperado divórcio dos pais, Mim Malone é arrastada de sua casa em Ohio para o árido Mississippi, onde passa a morar com o pai e a madrasta e a ser medicada contra a própria vontade. Porém, antes mesmo de a poeira da mudança baixar, ela descobre que a mãe está doente. Mim foge de sua nova vida e embarca em um ônibus com destino a seu verdadeiro lugar, o lar de sua mãe, e acaba encontrando alguns companheiros de viagem muito interessantes pelo caminho. Quando a jornada de mais de mil quilômetros toma rumos inesperados, ela precisa confrontar os próprios demônios e redefinir seus conceitos de amor, lealdade e sanidade. Com uma narrativa caleidoscópica e inesquecível, Mosquitolândia é uma odisseia contemporânea, uma história sobre as dificuldades do dia a dia e o que fazemos para enfrentá-las.



"Desejo que desejar fosse o bastante, mas não é.
Às vezes, você precisa de alguma coisa."
(Mim – Pág. 55)

Eu gostei de alguns aspectos da história, mas o roteiro em si não me agradou. Fui ler resenhas de outras pessoas sobre o livro e aparentemente se trata daquela história que todo mundo ama, menos você, o diferentão.

Ainda que eu não tenha tido expectativas a respeito da história, e ignorado meu desinteresse por road trips, o escolhi por se tratar de uma garota que aparentemente sofre de problemas psicológicos, mas não foi bem isso que encontrei. Mim não está nada bem sim, mas o motivo está longe de ser causado por depressão ou coisa parecida. Essa foi a primeira decepção do livro, pois esperava que ele aprofundasse o assunto.

"(...) E foi isto que eu descobri: é impossível imaginar quando o coração vai parar de bater sem se perguntar se a hora é agora."
(Mim – Pág. 153)

Confesso que amei o nome da protagonista: Mary Iris Malone, e daí surge o acrônimo (como ela mesma explica) MIM. Os motivos que a fizeram fugir de casa também foram legais, me fizeram pensar nos meus próprios que me impulsionaram a desligar o celular por uma semana (não exatamente igual aos dela, mas notei que tinha uma lista motivos também). A tal Mosquitolândia do título na verdade é Mississipi, o estado para o qual ela se muda com o pai e a madrasta, e odeia profundamente.

As cartas que ela escreve para Isabel, e que você se pergunta quem diabos é Isabel, para depois se deparar com uma resposta nada esperada (ponto do autor!), são incríveis. Às vezes, Mim apenas escreve sobre o momento, como um diário, e às vezes, ela faz flashbacks sobre a vida, uma das coisas que mais gostei em Mosquitolândia, mais que até a própria narrativa do presente.



Não me apeguei a algum personagem porque não simpatizei ou me identifiquei com nenhum deles. A amizade entre Beck, Walter e Mim não me convenceu; ainda acho que Mim só se apegou ao Beck por causa da paixonite que teve por ele, e Walter, bem, achei incrível o fato de ele ter Síndrome de Down, o que nunca li em livro algum, mas para mim não funcionou.

Muita coisa não se encaixou em Mosquitolândia. Havia várias informações, mas na minha cabeça a forma como o autor as conectou deu para ver exatamente onde estavam as emendas. O início do livro até o meio foi interessante, mas no momento que Mim conheceu o trio, a história se perdeu e só se encontrou no fim.

O ritmo do livro é lento, salve algumas cenas aleatórias que realmente me prenderam a atenção. Por mais que Mim explique seus motivos ao longo da história, é no final que a gente descobre o que de fato a fez fugir de casa. E tudo mudou. Já não tinha me apegado muito a protagonista por ela agir de forma desnecessária e irritante em alguns momentos, mas no final ficou claro o que não me fez gostar dela: Mim é mais uma adolescente que não sabe escutar ninguém e tira conclusões precipitadas a respeito de tudo. 



A relação mãe e filha é o ponto alto do livro, pois conseguimos sentir o amor reconfortante entre elas. Kathy, a madrasta, é pintada como vilã na história, o que achei algo estúpido e imaturo da parte da protagonista (como se o pai dela fosse um santo e não tivesse culpa alguma, a bruxa Kathy que o corrompeu ZZzzZ). Felizmente, Kathy surpreende a todos no fim e me faz gostar dela. No final, nem a relação mãe e filha rouba a cena, o que achei meio sem sentido, já que o livro girou em torno disso, para depois Mim descobrir a verdade e simplesmente não fazer nada a respeito.

Li o livro sem expectativas e terminei da mesma forma. A arte do livro, no entanto, está de parabéns! As quebras de página com a imagem de um mosquito, assim como os desenhos "feito à mão" em alguns capítulos são bem criativos. Adorei. :)

6 comentários

  1. Que capa linda!!!!! Nossa <3 quero ler agora <3!! parabens pelo postttt

    www.garotaveneta.com

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    1. O material da capa parece papel reciclado (se é que não seja mesmo, hahaha), é linda demais! Obrigada. :)

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  2. Mais uma resenha incrível! Gostei muito... Parabéns! Acho que em breve vou ler esse livro também, rs ><
    Essa frase é perfeita: "Desejo que desejar fosse o bastante, mas não é. Às vezes, você precisa de alguma coisa."

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    1. Obrigada, Alê! <3 Pois é, queria muito que desejar fosse o suficiente, tudo seria mais fácil. :(

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  3. Adorei a resenha, gosto de titulos diferentes assim! Seu blog é lindo, já estou seguindo!

    http://viajeinasentrelinhas.blogspot.com.br/

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    1. Bota diferente nesse título daí, hahaha. Obrigada! <3

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